Programa da Paróquia

sábado, 19 de agosto de 2017

A fé posta à prova...

20 de agosto de 2017 | 20º Domingo do Tempo Comum
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Não é apenas a fé daquela mulher que é posta à prova perante, primeiro, o silêncio de Jesus Cristo e, depois, as respostas duras que parecem querer afastar aquela “estrangeira” que seria indigna da atenção de Deus… É também posta à prova a ideia daqueles que se consideravam os únicos dignos da atenção de Deus, como Povo escolhido e que, na pessoa dos discípulos, se sentem incomodados com a forma como Jesus trata aquela mulher. Jesus, com esta atitude, ajuda-nos a compreender a incompreensibilidade da exclusão e do sectarismo, numa comunidade que é convidada a ser “Católica” (universal), aberta à totalidade da diversidade humana.

Mas esta cena narrada por Mateus ajuda-nos também a perceber que a fé é, também, uma confiança que se deixa pôr à prova perante os “silêncios de Deus” e as respostas que (por vezes) nos possam parecer contrárias às expectativas geradas. Convida-nos a olhar a fé não como algo adquirido pelo facto de se fazer parte de um certo grupo humano onde socialmente se celebram algumas "festas" dentro das “tradições” locais, que fazem afirmar os "direitos" de quem tem "todas as comunhões", mas como uma relação de confiança que constantemente se constrói.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A mão estendida de Jesus...

13 de agosto de 2017 | 19º Domingo do Tempo Comum
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O texto do Evangelho deste domingo, onde contemplamos Jesus a andar sobre as águas, é todo ele cheio de simbologia: a “noite” fala da confusão e insegurança em que tantas vezes “navegam” os discípulos; as “ondas” e os “ventos contrários” representam a oposição ao projeto de Jesus... É aí, precisamente, que Jesus se manifesta: Ele vai ao encontro dos discípulos “caminhando sobre o mar”. Jesus é o Deus que vela pelo seu Povo e que não deixa que as forças da morte (o “mar”) o destruam.

No meio do mar açoitado pelas ondas, e com ventos contrários, os discípulos, na barca (símbolo da Igreja), são convidados a perceber que o vulto de Jesus não é o de um "fantasma", mas do "Filho de Deus" que está sempre pronto a estender logo a mão para segurar que tem confiança para dizer como Pedro: «salva-me, Senhor!»

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Aparições de Fátima no início da Festa

No passado dia 4 de agosto, sexta-feira, começou a festa em honra de Santa Marta, Padroeira da Calvaria, tendo como primeiro momento a celebração da Eucaristia e a Procissão de Velas. Este ano, a marcar o centenário das aparições de Fátima, a procissão de velas foi vivida à luz dos acontecimentos de Fátima.

Ainda na igreja paroquial, começaram por ser representadas as três aparições do Anjo, no ano de 1916, salientando-se a dimensão eucarística destas aparições que ajudaram os pastorinhos a começarem todo o seu caminho de se descentrarem de si mesmos para meterem Deus no centro das suas vidas.

Depois foram-se percorrendo as ruas da Calvaria de Cima enquanto se rezaram os "mistérios das aparições": em cada paragem era representada a aparição de um mês, seguindo o texto das Memórias da Irmã Lúcia, e depois rezava-se um mistério do terço: 1º mistério: "Quereis oferecer-vos a Deus?"; 2º mistério: "Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus"; 3º mistério: “Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”; 4º mistério: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios por os pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”; 5º mistério: “Deus está contente com os vossos sacrifícios”.

A terminar, já próximo da igreja, foi representada a aparição de outubro, sendo salientada o pedido de Nossa Senhora: "Não ofendam mais a Nosso Senhor que já está muito ofendido". A procissão terminou de novo na igreja onde se concluiu com um cântico de louvor a Nossa Senhora.

sábado, 5 de agosto de 2017

Quando um encontro é capaz de transformar

6 de agosto de 2017 | Festa da Transfiguração do Senhor
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Pedro e os seus dois companheiros viram Jesus na sua glória, transfigurado, entre dois homens, Moisés e Elias, que conversavam com Ele. São Mateus não nos diz sobre o que conversavam. Mas São Lucas, diz-nos que era da sua saída do mundo, que devia cumprir-se em Jerusalém. Falavam do grande mistério da redenção dos homens pelo sacrifício de Jesus Cristo. Jesus explicava a Moisés e a Elias todo o sentido das figuras da antiga lei: a libertação do Egipto, símbolo da redenção; a imolação do cordeiro, figura da morte de Jesus; a salvação dos filhos de Israel pelo sangue do cordeiro, símbolo da redenção dos homens pelo sangue do Coração de Jesus. Jesus dizia aos dois profetas a sua alegria de ver chegar o dia do sacrifício.

Os apóstolos são mergulhados numa espécie de êxtase, julgam-se transportados ao céu. Pedro é o primeiro que manifesta o seu sentimento: "Senhor, que bom é estar aqui; façamos aqui três tendas". Pedro é humilde e desinteressado: não pensa em montar uma tenda para si. Ele não quer ser senão o servidor de Jesus. Mas não compreendeu ainda que a glória definitiva não virá senão depois da cruz e do sacrifício. Irá ainda percorrer esse caminho em que o encontro com Jesus Cristo ressuscitado o irá transformar, e a sua vida e a dos seus companheiros, será definitivamente transfigurada.

Sem esquecer a certeza da ressurreição, é preciso voltar a descer o monte, voltar ao quotidiano da vida, e, aí, sem nunca deixar de escutar a voz do Filho de Deus, percorrer com Ele o caminho da entrega generosa de nós mesmo, seguido-O no caminho do amor, no caminho da cruz: esse é o caminho da nossa própria transfiguração, para que a luz de Cristo brilhe também no nosso rosto...

sexta-feira, 28 de julho de 2017

O Reino dos Céus, um tesouro no qual vale a pena apostar

30 de julho de 2017 | 17º Domingo do Tempo Comum
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O Reino dos céus proposto por Jesus (esse mundo de paz, de amor, de fraternidade, de serviço, de reconciliação que Jesus veio anunciar e oferecer) é um “tesouro” precioso. Ora, quando alguém encontra um “tesouro” como esse, deve elegê-lo como a riqueza mais preciosa, o fim último da própria existência, o valor fundamental pelo qual se renuncia a tudo o resto e pelo qual se está disposto a pagar qualquer preço. O cristão é confrontado, a par e passo, com muitos valores e opções; mas deve aperceber-se de que o Reino é o valor mais importante. Essa é a grande mensagem deste passo do Evangelho: a grandeza e o valor do Reino.

O confronto com este texto remete-nos então para o tema das nossas prioridades. Para Mateus, não há qualquer dúvida: ser cristão é ter como prioridade, como objetivo mais importante, como valor fundamental, o Reino. O cristão vive no meio do mundo e é todos os dias desafiado pelos esquemas e valores do mundo; mas porque toma o Reino dos céus como prioridade, vive orientado para o serviço, para a partilha, para o perdão, a tolerância, o encontro, a fraternidade…

O que é que ainda comanda a minha vida? Quais são os valores pelos quais eu sou capaz de deixar tudo? Que significado têm as propostas de Jesus na minha escala de valores?

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Festa em honra de Santa Marta | 4 a 8 de agosto

Programa da Festa em honra de Santa Marta
Calvaria, 4 a 8 de agosto de 2017

4 de agosto, sexta-feira:
19h00: Abertura do Arraial e Bar
20h30: Missa e Procissão (Calvaria de Cima)
22h00: Animação: “Zé Café e Guida”
23h00: Animação bar 100 Saídas: "Cristian F" e "Deejay AC"

5 de agosto, sábado:
15h00: Abertura do Arraial
20h00: Abertura do Restaurante, Sala Chá, Quermesse
22h30: Animação: “Banda Ministério”
23h00: Animação bar 100 Saídas: "Ela e os Monstros" e "Nuno Fernandez"

6 de agosto, domingo:
09h00: Peditório com Banda Filarmónica de Pataias
12h00: Abertura do Restaurante
14h00: Recolha dos Andores
15h00: Missa e Procissão (Calvaria de Baixo)
17h00: Animação: "Cavaquinhos de S. Jorge"
18h30: Grupo ginástica da Calvaria "Sonho Latino"
19h00: Abertura do Restaurante
21h30: Animação: “KRBand”
23h00: Animação bar 100 Saídas: "Rock Iu" e "DJ Costa M"

7 de agosto, segunda-feira:
17h00: Missa pelos nascidos em 1967 já falecidos e romagem aos cemitérios
20h00: Abertura do Restaurante, Sala de Chá e Quermesse
22h00: Animação: “Banda Apart”
23h00: Animação bar 100 Saídas: "Akunamatata" e ""Deejay AC"

8 de agosto, terça-feira:
19h30: Abertura do Restaurante, Sala de Chá e Quermesse
22h00: Animação: “Dualband”
23h00: Animação bar 100 Saídas: "Buzz N'Bass"
23h30: Sorteio das rifas
23h30: Passagem de Testemunho: entrega bandeira aos festeiros de 2018
24h00: Fogo de Artifício e encerramento dos festejos

Trigo e joio, grão de mostarda e fermento... a sabedoria das parábolas

23 de julho de 2017 | 16º Domingo do Tempo Comum
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Jesus continua a contar parábolas, pequenas histórias com as quais fala do «Reino». O pequeno grão que se torna uma árvore, ou o pouco de fermento que leveda toda a massa, falam-nos da diferença, da desproporção entre o início e a conclusão, e apontam para a atitude de esperança que os cristão deve cultivar, mesmo no meio de todas as contrariedades. Esperança que vem da certeza de que o «Reino» tem uma «força» transformadora que vai para além das nossas poucas forças...

Trigo e joio, crescem no mesmo campo e, contra a vontade de purificar o campo do joio, o Senhor da história sabe bem que eles crescem sempre juntos: na liberdade, dá tempo para que o «Reino» possa ir adquirindo o seu espaço... Trigo e joio que, tantas vezes, coexistem em cada um de nós, e se deparam com um Senhor que, com sabedoria e paciência, aguarda os bons frutos do campo. Trigo e joio que nos faz perceber que a comunidade do «Reino» é santa e pecadora, e que a tentação de "arrancar o joio" pode ser uma presunção de quem se acha "trigo": deixar que seja o Senhor, no fim dos tempos, a guardar ou a queimar o que lhe aprouver, no seu juízo de amor paciente e misericordioso...